terça-feira, 3 de junho de 2014

Sai o CD debut do A Red Nightmare





Finalmente saiu o CD debut oficial da banda A Red Nightmare, com uma gravação fuderosa e selando de vez qualquer rumores de uma queda da banda por percalços recentes na formação. O disco, auto-intitulado, é sucessor ao single que lançaram (veja resenha desse single nesse blog AQUI).

Pode-se dizer que é uma das melhores gravações no estilo já vista na cidade, o que é uma grande surpresa no mercado, pois foi justamente gravado num período meio confuso da banda (trocas na formação). Mas a banda conseguiu se superar e mais ainda, mostrar sua marca própria, recriando sua identidade dentro do seu estilo. Eu mesmo acompanhei algumas reclamações quanto a isso no início dessa nova fase, o que é uma tremenda injustiça. Com esse disco, A Red Nightmare entra no rol das excelentes bandas de death metal nacional, com um murro dado no bucho da conformidade.

A gravação também foi um caso a parte. Gravaram as bases todas no estúdio do guerreiro Ná Figueredo (Ná Music), como prêmio pelo 1º lugar no CCAA Fest do ano retrasado. Com a mudança de vocal (Zé Lukas, hoje no All Still Burns, começou a gravar o disco), Leon Ferreira (vindo do All Still Burns) regravou todas as bases no estúdio da própria banda (The Coven do Vinícius “Paçoca”). Mas a saga não acabou aí. Para chegar a essa perfeição, mandaram as bases para o renomado Adair Daufembach Studio (de São Paulo) para mixar e masterizar. O próprio Vinícius conta que ficaram uns 2 meses sem dormir na época da gravação, chegando a descansar apenas umas 3 horas por dia. Se valeu a pena? Ouça e tire suas conclusões.

O disco chega em forma física pelo selo Ná Music por esses tempos. Enquanto isso, ouça o disco AQUI.

Link’s:
Resenha do disco no site Metal Samsara
Resenha do disco no site Metal Pará


quinta-feira, 8 de maio de 2014

ENTREVISTA: Peixe de Vala e seu bregaviolence/peixecore

Peixe de Vala é uma banda da novíssima safra do hardcore local (embora se auto rotulem de Bregaviolence/peixecore). Formado por integrantes bem novos, o vocalista Cláudio Mateus fez questão de passar a entrevista pra todos da banda responderem, no melhor estilo anarco-socialista. Mas a molecada quer mesmo é se divertir e fazer os outros curtirem. E estão conseguindo, já que com seus poucos shows a galera tem curtido bastante a banda. Segue um breve bate papo com seus integrantes. Quer conhecer seu som? Então vá aos shows, porque eles não possuem nada gravado ainda.


1) O nome da banda tem a ver com o estilo das letras, que falam de coisas regionais (segundo você me disse). De quem partiu essa ideia e porque esse direcionamento?


Pedro: eu e o Gabriel um dia fomos na casa de um brother ai, o Alex, que ia ser vocal da banda antes do pimpão (Claudio), nós chegamos lá ele não estava, então o primo dele chegou enchendo meu saco srsrsrsr, falando que ia no canal da vileta pegar peixe de vala e dar pro gatinho dele, daí eu falei que ia ser um nome legal pra uma banda hc.

2) O regionalismo se restringe apenas as letras ou há propostas de fazer um crossover com ritmos regionais misturados ao hardcore porradera que fazem?


Claudio: A gente põe umas letras falando de coisas que a gente gosta aqui em Belém e também sobre coisas do dia a dia paraense, tem o lado sério mas tem musica que é zoeira também , e tem musicas que agente faz uma batida como se fosse brega ou carimbó.

3) Poucas bandas novas já começam com shows porradas, e vocês no 2º show já encararam uma tocada com a americana Conquest for Death no Xani Club. Cheguei a ouvir elogios dessa apresentação de vocês. Ficaram surpresos com essa resposta da galera?


Gabriel: sim, porque a nossa banda é nova e agente não esperava que a galera fosse curtir tanto, já que não temos material gravado pra galera sacar o som, então so quem sacava mesmo era alguns amigos que já tinham ido no nosso ensaio (no quintal kkk) e também viram alguns vídeos toscos que gravamos na sujeira! 

4) Acham que a cena hardcore aqui está mais aberta, no sentido de ter mais shows e de vários segmentos dentro do estilo?


P.D.V : esses tempos tiveram muitos eventos acho que tem uma galera nova indo, um galera que nem sacava que tinha show assim antes então o pessoal ta conhecendo as bandas novas e as velhas, e com relação ao segmento das bandas cada uma tem um som próprio mas uma acaba influenciando a outra.

5) Qual o passo seguinte agora pra vocês?


P.D.V: é agente ta terminando mais algumas musicas, e um pouco mais de ensaio e juntar uma grana pra gravar nossa primeira demo! Por enquanto só isso!

Peixe de Vala é:
Pedro Peixeiro: Batuques
Gabriel Saturado: Três Cordas / Guitarra
Clautuaba: Vozes
Eddie Lenine: Baixo (NOVO)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

ENTREVISTA - Iza Haber




Lançando seu clipe essa semana, conversamos com a vocalista, guitarrista, mãe, professora e por que não dizer ambientalista, Iza Haber sobre sua música e arte.


1) A banda Stigma, que você e o Ivan Jangoux tocaram, fez certo barulhinho na cena rocker local na década passada. Pode-se dizer que a banda "Iza" seria uma continuação daquele trabalho? Ou preferes ver como algo totalmente novo e a parte daquilo tudo?


= Bem, o Stigma cumpriu seu papel comigo, afinal foi com eles que eu iniciei minha vida musical profissional, foram sete anos de aprendizado em vários aspectos. Cumpriu também seu papel na cena, falo sem qualquer medo que nossa juventude e pique nos possibilitaram abrir portas para uma fatia que andava escondida no início dos anos 2000, as bandas alternativas. Criamos uma cultura de shows que contribuiu muito para o que veio acontecer depois, principalmente para a galera “do meio”. Não tínhamos uma legião de fãs, mas os que curtiam curtem até hoje. Até um ano atrás recebemos mensagens de pessoas que curtiam o som, pessoas de fora do estado e até mesmo do país.

Sobre a segunda parte da pergunta, meu projeto solo jamais foi uma continuação da banda. Óbvio que alguém pode achar alguma semelhança, afinal, é a mesma voz e o mesmo cérebro compositor atuando. Entretanto, de lá para cá minhas influências diversificaram um pouco mais e, justamente por ser um projeto solo, tenho mais liberdade em tudo, processo de composição e execução, o que não acontece quando se tem uma banda.

2) A banda segue um estilo bem único para mim, pois é uma banda de rock, mas com passagens bem alternativas e até dançantes. Quais suas influências?


= Minhas influências perpassam por vários estilos de rock, jazz, música eletrônica, fado (oh yah!) e outras coisas que me encantem. Minha busca é por músicas que me convençam.

3) Hoje em dia é bem mais fácil ter uma banda com uma diretriz mais pop. mas há alguns anos era tudo bem segmentado e separado. Ou se tocava rock pesado, ou o tal MPB. A que deves essa certa abertura que houve? Achas mesmo que hoje está mais fácil?


= Mudança dos tempos. Nossos jovens ainda são bem estreitos em relação a gostos e coisas do tipo, entretanto, a moda do liquidificador (misturar vários estilos) ajudou a desentupir a parada. Entretanto, não sei se hoje está mais fácil, não Jayme. Temos estilos além de Rock Pesado e MPB, mas aí ainda nos prendemos a escolas, entendes? Ainda acredito na quebra de barreiras, mas acho que ainda não aconteceu.

4) Uma música lenta, em francês, com toques de industrial. Como foi para terem a louca ideia de me chamarem para participar com meu vocal rasgado (hehe)?


= Pra te ser sincera eu sempre tive vontade de fazer algum som contigo, mas algo que te fizesse sair da tua zona de conforto, sabes? Cantar em francês uma balada “eletrorock-industrial” acho que foi uma boa pedida. Mas a história foi assim: após gravar a música, senti falta de algo que quebrasse aquela ambiência doce... citamos (Ivan e eu) vários nomes...até que surgiu o teu. Sinceramente, “Chanson” é uma das minhas músicas favoritas, teve um processo de composição muito doido e acho que tua participação ficou marcada na história. :D (NOTA: Também gostei, foi um grande desafio pra mim e particularmente gosto bastante também dessa música).

5) Nota-se uma preocupação importante com os convidados especiais, tanto nos shows, quanto no próprio CD. Acham as participações de fundamental importância? E quando criam a música, já pensam em que convidado chamar para a mesma?


= Na verdade, os convites vão surgindo de forma natural. Quando componho uma música, o faço para mim, para meu próprio deleite e trabalho, mas eu adoro fazer parcerias, principalmente inusitadas. Acho que foi importante para o 1º disco, pois me deu a chance de trabalhar com pessoas com quem ainda não havia compartilhado trabalho algum. Não sei se isso vai rolar no segundo disco, afinal, a proposta será outra. J

6) E esse trabalho novo já está sendo trabalhado ou somente está em pensamento?


= Já tenho 3 composições para esse novo trabalho. Inclusive, não conseguimos segurar e já tocamos algumas em alguns shows

7) Ivan Jangoux, além de guitarrista na banda, é um excelente produtor, dono de estúdio, mixador... Isso ajuda muito ou não interfere no resultado?


= Ajuda, pois não pago pra gravar meus discos. Brincadeira! O Ivan ajuda muito. Quase sempre temos brigas homéricas porque eu teimo com alguns detalhes e ele quer dar outro caminho, mas no final dá certo.

8) Você costuma trabalhar com bons músicos na banda (Raoni Joseph no baixo, Ivan Jangoux, Carlinhos na bateria, sem contar ex-integrantes, como o guitarrista Luis Sick, o baixista Ariel Andrade (responsável pelo blog Baixo Natural) e o tecladista Caio Mendonça (dono do Estúdio Livre). Como é o processo de composição? Você comanda tudo ou se sente como apenas mais uma integrante numa banda?


= As composições são todas minhas. Antes de apresentá-las à turma, defino a atmosfera que pretendo com aquela canção e depois jogo aos leões. Minha equipe é fantástica e eles conseguem dar o formato perfeito a cada música que recebem para lapidar. A gente se entende bacana e isso ajuda. Eles sacam os limites e desejos de cada composição.

9) Falemos de seu 1º clipe. Por que a escolha da música ‘Tênis velho’ para seu 1º clipe?


= Porque ela permitiu juntar elementos que definem a Iza: filhas, gatos, violão e café da manhã.

10) Justo o 1º clipe oficial é um acústico. Há uma preferência por esse formato?


= Não é que haja uma preferência. Na verdade, minhas músicas começaram a ser conhecidas no formato acústico, em programas da rádio Cultura. Por que não lançar o 1o clipe assim, então?

11) Além das crianças (suas filhas Zoe e Alice), o clipe contém imagens de gatos (7 ao todo). Sabemos que você também é vegetariana. Como é essa relação com esse estilo de vida?


= Olha, eu tive 9 gatos em casa porquê acabo dando lar temporário (nessa muitos ficaram fixos hehehe) a muitos gatos que se encontravam em situações críticas na rua. É a forma que tenho de ajudar alguma coisa e tentar amenizar o problema seríssimo que é a quantidade de animais vagando na rua.

Quanto ao vegetarianismo, faz um tempo que não me considero vegetariana. Vez ou outra como bacalhau ou camarão, então, já traí o movimento hehehehe. Procuro manter uma vida, ao máximo possivel, equilibrada com a natureza. Me preocupo muito com isso, desde a mesa até a escolha de produtos de empresas que não utilizem animais como teste. É difícil, mas a gente vai conseguindo fazer algumas substituições. Acredito que as verdadeiras revoluções sejam feitas assim, partindo da mudança de pequenos hábitos, em nossas próprias vidas. Assim, me sinto muito à vontade para discursar sobre o que acredito.

Assistam ao clipe Tênis Velho:



LINK’s:

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Crushed Bones lança demo oficial



A banda Crushed Bones, do Distrito Federal, lançou finalmente sua demo Lançando Nossa Candidatura para download (com capa e contracapa) e audição no Bandcamp. O gente boa baixista Petrônio (ex-OJTB e Disforme) foi, junto com o Márcio Vinícius dos Maltrapilhos, nosso guia na mini tour do Delinquentes por lá,  ambos responsáveis por nossa tocada no espaço Sub Pub, de Goiás. 

Além dele, fazem parte da banda André Totors (ex-Innocent Kids) no vocal, James (ex-Haters) na guitarra e Jeferson (também Terror Revolucionário) na bateria.

Baixe a demo com as 4 músicas desse furioso hardcore curto e cuspido AQUI. ou ouça no Bandcamp

CLIPE - As Radioativas - Cuidado Garota

Clipe novo das paulistas As Radioativas. Música que dá título ao disco Cuidado Garota.

Entrevista - Immortal Shape

Entrevista com Augusto Logan, da banda de metalcore paraense Immortal Shape



Primeiramente, nos apresente a banda. Quando e como foi formada.


= Olá, somos a Immortal Shape: Anderson Prestes e Miguel Ribeiro nas guitarras, Gleyson Souza no baixo, Jediael Souza na bateria e eu, Augusto Logan nos vocais. A banda foi formada em 2006, passamos por varias formações e fases no estilo como new metal, rapcore. Na época a banda tinha o intuito de ganhar o reconhecimento e ajudar a levantar a bandeira da cena paraense.

O metal mais moderno se desmembrou em inúmeros estilos e derivados. Em qual desses vocês denominariam especificamente o Immortal Shape?


= Hoje em dia nos denominamos metalcore.

Mesmo a banda tocando o estilo que tocam, você principalmente, sempre é visto em shows de bandas pesadas locais, tanto do chamado metal old school, quanto do hardcore. Pensas um dia em fazer algum outro tipo de trabalho em outro estilo?


= Pow, curto outros estilos do rock. Vai desde o heavy, power, thrash metal até o hardcore e sim penso em algum dia fazer um projeto de hardcore ou thrash metal.

Pelo pouco que tenho sacado, a banda deu uma grande guinada recentemente, com a nova formação. O som ficou mais atualizado, mais preenchido e mais conciso. O que falta agora para a banda divulgar mais seu trabalho? Mais shows ou uma gravação valendo?


= Bom, sofremos várias mudanças de estilo e integrantes até chegar nesta fase atual. Esta transformação foi muito gratificante para nós, devemos isso aos antigos membros: Felipe, Caick, Jefferson, Ricardo, Renato e Daniel que ajudaram a esta fase acontecer.

Hoje (NOTA: Miguel Ribeiro está desde 2009 com o Augusto Logan, enquanto que os outros 3 entraram mais recentemente|) o que fazemos é o resultado do trabalho que viemos desenvolvendo a 5 anos e para continuarmos, é bom shows e gravações, quanto mais shows mais registro (fotos e videos) até chegar a gravação.


Falando em shows, mesmo com novas casas dando espaço pro underground (Xani Club, H Red Pub, Mat-Taperê e Mata-Gato), acham ainda que falta mais oportunidades para bandas menos conhecidas? Ou a coisa está melhorando?


= As 2 coisas. Os novos espaços estão dando uma grande força para as bandas conhecidas e menos conhecidas, assim tem que continuar, também o publico e as produtoras tem que dar chance as bandas menos conhecidas. Tem muita banda nova boa de qualidade ae mas as próprias também tem que se dedicar e trabalhar bem pra conquistar seu lugar ao sol e assim se unindo para fortalecer mais a cena paraense.

Em qualquer canto do mundo estilos vão e vem. Existem temporadas e safras. Acham que o metalcore está num momento de entressafra aqui (me refiro tanto a shows, quanto a bandas)?


= Acho que não, tem gente que acha que é modinha, o estilo já existe a muito tempo desde 1999, ainda não era muito popular mas já tinham bandas que hoje são símbolos do metalcore. E quanto aos shows e as bandas daqui, vamos continuar tocando o terror junto com os parceiros do estilo, porque união underground é assim, ir a luta e levantar a bandeira.

Deixe seu recado.


= Meu recado é: continuem. Só assim a cena paraense fortalece, união paraense, sem treta, sem frescura, estamos todos juntos nessa porra.


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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Wael Daou: Heavy Metal Árabe




Filho de pai e mãe libaneses, o guitarrista Wael Daou nasceu em Belém, e com 11 anos se mudou para o Líbano, aonde começou a absorver influências do país de seus pais. 6 anos depois, voltou pra cá e somou suas influências adquiridas com sua paixão, o heavy metal. Segue aí um pequeno bate papo com o guitarrista seguidor do virtuosismo instrumental.


Quando começou sua carreira sonora?


Comecei a tocar com 12, 13 anos, logo que me mudei para o Líbano.

Quais suas principais influências?


Minhas principais influências foram, depois do Metallica: Death, Iced Earth, Jason Becker. Indo pra música clássica: Dvorak, Borodin e Mussorgsky, até o jazz: Frank Gambale e Allan Holdsworth. Mas isso tudo veio depois da música árabe.

Uma vez você me confidenciou que suas origens orientais acabavam refletindo na sua música. Ouvindo o seu CD Debut, senti isso latente em algumas músicas e passagens, mas já te disse uma vez que esperava que isso fosse ser menos sutil e mais presente nas músicas, assumindo algo que nunca foi feito por esses lados. Pensas em acrescentar mais esse lado ou a ideia é realmente só "paquerar" as influências árabes?


Isso é algo que vem natural. Soa harmonioso aos meus ouvidos, e vem da raiz. Não é algo planejado. Simplesmente vem!
Estou gravando um novo cd, e em duas ou três músicas minha esposa participa cantando em árabe! Vai ser animal! 

A música instrumental tem ganhado cada vez mais força no Brasil e isso já vem se refletindo na nossa cidade. Mesmo assim, o instrumental heavy metal é algo novo na cidade e ainda pouco explorado. Ainda sentes dificuldades com isso em arrumar shows ou mesmo conseguir tocadas em festivais ou mostras?


Bem, a música instrumental pra mim é como qualquer música, não tem diferença. Música boa é música boa! Com esse pensamento espero que quem ache a minha música boa não a recrimine por ser instrumental. Acho que consigo agradar um publico bem mais variado do que se as musicas fossem cantadas. Amigas da minha mãe adoraram hehe!

Sobre festivais e mostras, eu tenho dificuldade em encontrar integrantes pro estilo que toco, e acabo fazendo a onda sozinho. Uma banda de um homem só fecha portas. Não é o estilho instrumental que fecha na verdade entende? É o fato de eu tocar sozinho. 


Como está a tiragem do CD? Ouvi dizer que está quase esgotado? E a aceitação pra fora?


Fiz 1000 copias do EP Ancient Conqueros. Devo ter despachado entre vendas e promoões uns 350 a 400 cds. Sei que em Belém consegui despachar mais ou menos uns 50, o resto foi pra São Paulo e pra fora do país.

O 2º trabalho que citastes já está em fase de acabamento / montagem ou ainda é apenas um projeto em mente?


O meu segundo cd ja esta sendo gravado as guias e está na fase de produção! contará com 12 musicas, 5 das quais estão sendo reformuladas do cd Ancient Conquerors e 7 serão inéditas.

Todas virão com uma roupagem melhor e mais dinâmica, e contará com o baterista Emmanuel Penna e o baixista Marcos Saraiva. Estou muito ansioso por esse novo lançamento. 

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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Madame Saatan: Dever cumprido (e que venha mais)


Conheci a banda Madame Saatan ainda em seu embrião. Lembro de chegar uma vez para o ensaio da Delinquentes no extinto estúdio Zíngaro, do Zé Mário e ver o próprio (que na época tocava na banda), Ícaro Suzuki e Sammliz Samm ensaiando, sem baterista, e ela empolgada veio me contar que tratava-se de uma banda autoral nova. Até então, tocavam no Barbarella, de cover. Logo de cara, a banda mostrou seu potencial. Lembro com muito orgulho de ter visto a banda crescer numa velocidade meteórica, desde os primeiros shows, em ananindeua ou na Scorpions, até os mega eventos da cidade. Tive muito orgulho de chama-los várias vezes para tocar, como no lançamento de nossa demo Matança de Animais, na rockeirosa Scorpions. Outro show que marcou muito para mim na época, foi o do lançamento do zine Pirulito, em que tocamos juntos no porão de um barco em movimento pela baía do Guajará. Nesse dia, levaram uma música nossa, "O Viciado", numa versão ledzeppeliniana que ficou muito foda. Dando um pulo gigantesco no tempo, em 2012, Sammliz veio diretamente de São Paulo, aonde estava residindo com a banda nessa época, unicamente para participar da gravação do nosso DVD Planeta dos Macacos. A praça da república ficou em êxtase. Impossível não lembrar do episódio do festival Yamada, quando proibiram a banda de tocar com o nome completo, ficando no cartaz apenas o 1º nome da banda e retirando o "maléfico" por entendimento deles, do Saatan. Sim, já fomos mais provincianos ainda.
 
Gostem ou não da banda (e isso é um direito de qualquer pessoa), há de se reconhecer a importância do Madame Saatan para a cena rock da nossa cidade. Nem uma outra conseguiu alcançar voos tão altos. Isso inclui desde as nossas pioneiras até as que tocaram fora do país. Afinal, não é fácil partir com mala e cuia pruma cidade como São Paulo, morar todos apertados na mesma casa, encostando toda sua antiga vida e seu próprio futuro pessoal que vai sendo planejado desde criança. Não a toa, eu sempre citava a mesma em entrevistas, como sendo um exemplo do que uma banda com metas deveria ser. Também não por acaso, em nossas reuniões internas da Delinquentes, o Madame vez ou outra era citado como exemplo. Desde presença de palco até a parte de produção da banda (interna e externa), tudo para mim servia como um exemplo.

Para mim, e digo mais como fã do que como amigo, infelizmente a banda não superou sua maior perda, que foi a saída do baixista Ícaro Suzuki, mesmo com toda a presença do gente boa Vinícius. Há quem cite também o saudoso e sempre bem humorado Ivan Vanzar. Opiniões que devem ser respeitadas e / ou discordadas. Mas com certeza quem acompanhou a banda com aquela formação, sabe do que estou falando e talvez muitos concordem, mesmo com todo o peso e eficiência da atual fase, que com certeza também tem seu mérito.

Não sei qual foi o principal motivo para anunciarem essa semana que a banda estaria dando um tempo, pegando muitos dos novos e velhos fãs com um susto. Apesar de várias explicações no site e na página da banda, sempre ficam dúvidas no ar. Mas acho que de certo mesmo, todos sabem que uma hora, com tantas batalhas e vitórias, todos precisam uma hora "respirar". Não seria diferente para a vocalista Sammliz, que almeja nesse momento focar em seu projeto solo. Aproveitaram para soltar um vídeo novo e músicas inéditas para download, incluindo a tanto pedida nos shows "Caos".

Acabando ou dando um tempo, desejamos boa sorte aos novos horizontes dos integrantes (Ícaro também já está tocando com o Carcaça de Playboy enquanto o Wagner Nugoli está com o fuderoso Rennegados), tendo a certeza que escreveram com letra maiúscula seu nome (dessa vez completo e sem censura) na página da música local. Retribuindo as próprias palavras da Sammliz na ocasião da gravação do nosso DVD: "MÁXIMO RESPEITO A FAMÍLIA MADAME SAATAN".

Baixe o EP comemorativo 11 Anos AQUI.

Abaixo o vídeo homenagem de despedida (feito pelo eficiente produtor deles Bernie), em que mostram várias fases da banda, além de cenas inéditas de gravações e shows.














quinta-feira, 6 de março de 2014

Celebremos: a XANI CLUB chegou


Domingo passado tive a oportunidade de conhecer o Xani Club, segundo o Kaká, um braço da Xaninho Discos Falidos. Quem assumiu essa nova empreitada com ele foram os ex-FDE (assim creio)
Lohana Schalken e Ricardo Silva. O espaço é justamente o que faltava na nossa cidade. Bem localizado, e praticamente voltado as bandas autorais (mas não somente), sem o preconceito que geralmente vemos em outras casas por aqui com o estilo.

A Xani Club vem somar forças à nomes como o Mat-Tapere (ex-Heavys Bar) da cid. nova e o Mata-Gato de icoaraci, aonde o underground se encontra facilmente todo o fim de semana fielmente. Mas faltava um espaço como esse aqui pelo centro. Acolhedor, com espaço para shows, para assistir um DVD porrada de sua banda preferida ou mesmo bater um papo com os amigos. Impossível não lembrar de espaços que já tivemos na cidade, e o quanto elas são importantes para o fortalecimento e até mesmo crescimento da mesma.

Ao pisar no recinto, me bateu um grande DEJA VU dos anos 80 e 90, desde espaços mais antigos como o Bar Celeste e o Adega do Rei (dos anos 80), a outros dos anos 90, como a Rhinos e principalmente o Go Loco e o Jimmy Night (esses 2 últimos então, as semelhanças são assombrosas). Também é fácil relembrar o quanto a cena era forte naquele momento (ah! desculpe, é meio pecado falar em cena, mas me dou a esse direito por insistência mesmo), e muito em conta por causa dos espaços que haviam.

Bom, acho que o momento é de celebrar. Nem todos os problemas acabaram, e nem acabarão nunca de vez, mas que Belém deu um passo gigantesco com a Xani Club, isso deu pra sentir na pele.

Parabéns aos organizadores. Nossos ouvidos e gostos agradecem.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

ENTREVISTA: Terror Revolucionário (DF)



A Terror Revolucionária foi formada em fevereiro de 99 por Thiago Cardoso (guitarra), Jefferson (bateria), Fellipe CDC (vocal) e o Homem-Palco (baixo, posteriormente substituído pela Adriana Drikaos que está até hoje). Véspera de completar seus 15 anos e comemorarem sua valsa do caos, a banda candanga, nas vozes do Fellipe CDC e Thiago Cardoso nos contam mais detalhes da banda e dessa que já é um patrimônio do hardcore brasiliense.


Fellipe CDC:

15 anos. Um bom tempo para quem está na ativa desde o início da banda. Como foi o início da Terror Revolucionário? Aliás, ela foi a sua 1ª banda?

Fellipe CDC: Não, cara, não foi. Tem a Death Slam que começou em outubro de 1990 (e está na ativa até hoje!) e antes da DS ainda toquei com uns amigos em duas outras bandas: Cursed e HCS. Antes da Terror ainda teve um projeto chamado Teratogênia, no qual a Adriana (baixista da TR) tocávamos juntos. A idéia de montar a banda partiu do Barbosa. Ele trouxe o nosso primeiro baixista, o saudoso e querido Homem Palco e eu trouxe nosso eterno batera, o Jeferson Hellmatismo. No primeiro ensaio já saíram uns 6 sons, foi uma química muito boa e imediata. Fazíamos um som mais cru no começo, bem HC punk mesmo com muitas doses de grind. Todos esses estilos nos acompanham e nos acompanharam a vida toda, mas agora percebesse uma influência metal aqui e ali em alguns sons. Barbosa está muitoooo metaleiro! (risos) 

Como era a cena em Brasília na época? O que mudou de lá pra cá?

= Fellipe CDC: Muitas bandas acabaram e hoje os shows estão bem mais vazios, algo que é extremamente preocupante. Também temos menos espaços para realizar eventos, os custos das produções ficaram mais onerosas e as exigências burocráticas (mErCAD, alvarás, etc) estão bem mais rígidas, ou seja, só louco para tentar fazer evento na Capital do Brasil.

Como é o trabalho de composição na banda?

= Barbosa é o nosso grande maestro. Ele compõe a maioria das músicas, eu escrevo a maioria das letras, mas nada impede que tudo isso se inverta. Temos músicas da Adriana, letras da Adriana, tem músicas minhas, tem letra do Capitão, mas todo mundo opina e dá seus palpites na construção de qualquer canção, seja ela boa ou ruim. Temos também músicas que amigos nossos fizeram para a gente, letras também e sons compostos pelos ex-integrantes Neno e Homem Palco e também letra da Carol. Somos uma banda bem aberta mesmo! 

Você está sempre envolvido em shows com bandas de fora e até mesmo festivais (como o Ferrock, por exemplo). Como é que você divide seu tempo organizando tantas coisas, aliando a seu tempo de trabalho, família, etc.

= Puts, estou em tempo de endoidar, cara. Sério mesmo! E o pior é que quanto mais você nada contra a maré, mas você teima em tentar vencê-la, por maior que ela surja. Organizar eventos é ter uma forte conexão com o NÃO. NÃO é a palavra que um produtor mais deve escutar na vida! Tenho a mesma companheira há mais de 24 anos, ela me suporta e me ajuda demais. Se fosse outra com certeza já tinha me mandado para a casa do caralho há muito tempo! E, sem preconceito nenhum, é uma casa que eu não tenho a mínima vontade de conhecer! (risos).

Nesse show de aniversário, as bandas convidadas tem algum laço histórico e de amizade com a Terror, ou foram bandas aleatórias da cena atual?


= Sim, com certeza. São de nossos amigos, bandas que gostamos dos sons e músicos que costumam freqüentar outros shows. Temos uma preocupação de fortalecer o vínculo, a amizade dentro da cena. Acho que será nosso 4º Terror Fest e nunca repetimos as bandas, sempre são bandas diferentes evitando ficar alguma espécie de panela ou algo parecido. Tem também o aspecto ideológico, não chamamos bandas com veias religiosas, machistas, nacionalistas e outras merdas parecidas. 

- Se pudesse ter um poder mágico de mudar as coisas, o que mudaria na atual cena daí (se é que algo precisa ser mudado)?

= Sim, amigo, tem muita coisa para ser mudada, muita mesmo. A coisa mais urgente é tirar as pessoas de casa de novo, levá-las para as ruas, para sentir o calor e o cheiro das ruas. As pessoas não vão mais para shows, ficam em suas casas, trancadas e perdendo tempo falando mal umas das outras pela internet. Perca de tempo! Faria também os músicos prestigiarem outras bandas. Faria uma norma que uma banda / pessoa ajude obrigatoriamente outra banda / pessoa. Reviveria um monte de bandas que foram extintas e todos os zines em papel! Acho que essas coisas já surtiram boas vibrações e mudanças significativas. Muito obrigado por seu apoio e por sua amizade durante todos esses anos. E, olha, queremos demais tocar aí no norte do país!!! Abraços e felicidades para todos. Apareçam no Terror Fest (8/2/14)!


Thiago Cardoso:


Há 15 anos atrás, montastes a Terror Revolucionário. Qual era sua ideia na época ao montar uma banda de hardcore e se você montasse a mesma hoje, seria como a banda é atualmente? 

= E ae Jayme! Valeu pela oportunidade de participar do blog Caldo de Crânio.

Então, montamos a banda em fevereiro de 1999. Antes, já tive outra banda que durou pouco tempo e que fez alguns shows. Eu sempre tive vontade de tocar numa banda com um som mais porrada. Eu e o Homem-palco (primeiro baixista) já estávamos combinando de fazer uns sons na pegada do Olho Seco e das músicas da coletânea Sub, que a gente ouvia bastante nessa época. Eu trabalhava numa loja de disco de rock no Conic e lá conheci o Fellipe CDC, que certa vez me convidou pra tocar no Death Slam. Acontece que fiquei com medo de não dar conta e nem dei uma resposta pra ele. Mas logo combinamos de fazer um ensaio e fazer um barulho: eu, Homem-palco, Fellipe CDC e o Jeferson, baterista que o CDC conhecia e o convidou. Logo de cara no primeiro ensaio a química foi perfeita. Já fizemos umas 4 músicas e ficamos bem empolgados. Caso rolasse hoje de montar a banda, acho que não mudaria muita coisa não. Nossas influências se expandiram, evoluímos um pouco como músicos, mas a vontade de tocar esse som carniça é a mesma de 15 anos atrás. 

Em tempo, por que Terror Revolucionário?

= Na saída do estúdio Caverna, local desse primeiro ensaio, o Fellipe CDC já lançou esse nome. Todos na hora curtiram a ideia. Terror Revolucionário era um impresso marginal distribuído na época da Revolução Francesa.

Há uma citação de Karl Marx também pra esse nome: Segundo Marx, (Nova Gazeta Renana, 11 de julho de 1848), "só existe um modo pelo qual as agonias assassinas de morte da velha sociedade e o nascimento sangrento da nova sociedade pode ser encurtado, simplificado e concentrado, e esse modo é o terror revolucionário". 

A primeira impressão que temos da banda, é que há um coleguismo grande na mesma. Achas importante para uma banda sobreviver há tanto tempo com quase a mesma formação do início?

= Com certeza!!! Temos um respeito e amizade muito grande dentro da banda. Eu (Barbosa), Jeffer e Fellipe CDC estamos juntos desde o início. Adriana se juntou a 10 anos quase. Essa formação é perfeita. Sempre dei maior valor a bandas que tem sua formação estabilizada por muitos anos. Posso citar como exemplo: Sick of it all, Napalm Death, Cólera (com o Redson). 

Quais os shows mais porradas da Terror Revolucionário?

= Porra, já fizemos nesses 15 anos um total de 210 shows. Nunca fizemos uma grande turnê! Sempre shows picados, com no máximo 3 shows na sequência. Já foram inúmeros shows fodas e marcantes. Vou citar alguns lugares que sempre é divertido e insano tocar: Gama/DF, Formosa/GO e Goiânia/GO. Pessoal foda e shows locurama. 

15 anos muda muita coisa, inclusive as influências e consequentemente, a sonoridade. O que escutam hoje e o que carregam disso para o som da banda?

= Com certeza evoluímos muito como pessoas e musicalmente. Cabeça mais aberta, novas ideias. Mas na banda aplicamos aquilo que gostamos desde o início: influências de som punk/hardcore/grind e metal. Eu particularmente nesse momento tenho escutado muito Poison Idea, Corrosion of Conformity, Abuso Sonoro, Graveyard, Black Sabbath. É o que tem rolado no meu som nas últimas semanas. 

A seu ver, qual a diferença entre você tocar na Terror e nos outros projetos que você participa? Alguma é mais importante que outra? Há uma espécie de "banda principal" sua?

= Atualmente o Terror Revolucionário é minha única banda. Já teve momentos que tive 4 bandas ao mesmo tempo. Toquei também no Mayombe, Innocent Kids e Possuído pelo Cão. Cada banda teve seu tempo de maior dedicação, mas nunca teve dessa de mais importante. Acho até que o Terror Revolucionário sempre foi a que teve uma regularidade maior em suas atividades (ensaios, shows).
Percebe-se que a comemoração do niver já começou, com posts antigos sobre a história da banda, incluindo imagens raras do início. Pretendem fazer algo mais além disso e do show? Tipo, algum lançamento novo ou mesmo relançamento (quem sabe até mesmo um DVD ou vinil, é só uma ideia, hehe)?

= Tem sido muito divertido relembrar a história da banda com relatos de cada época, das formações antigas e postando fotos que fui achando e que alguns colaboradores vão resgatando também. Poxa, são 15 anos de atividade sem parar. Muita história, inúmeras lembranças. Estamos preparando um show especial com um set list imenso que vai dar trabalho pros véios da banda. Hahahaha 

Devem aparecer nesse show antigos integrantes, amigos que de alguma forma devem participar com a gente no palco.
Temos um disco novo gravado, esperamos que saia em breve. São 18 músicas novas. Esse disco se chama Mr. Crack! 

Esperamos ainda que nesse ano saia um disco que está pronto desde 2006. Deve sair em split com a banda Death From Above (Goiânia/GO).

Quem quiser conferir o evento no facebook – Terror Revolucionário 15 Anos. 

Lá tem rolado várias postagens sobre esse show de 15 anos, muita história e fotos antigas.

Dia 08/02/2014 – Terror Revolucionário 15 anos

Local: Círculo Operário do Cruzeiro Velho/DF
Participação das bandas: Reincidents, Considered Dead, Kurgan, Suicídio Coletivo e Securitate (Machado/MG).


Valeu pela oportunidade,  Jayme!
Abraços libertários e revolucionários,
Barbosa Osvaldo/Terror Revolucionário




DISCOGRAFIA:
- Coletânea CD Atitude III (1999)
- Coletânea CD O Progresso da Regressão (2000)
- EP 7’ split Death Slam (2000)
- Coletânea CD Noise for Deaf III (2001)
- Coletânea CD Unidos pela Causa Underground (2002)
- CD debut Terror Revolucionário (2002)
- K7 live split Coche Bomba (França) (2004)
- Coletânea CD-R Destroy Music Now ! (2004)
- DVD-R Convocação Terrorista (2006)
- CD-R Tributo ao Karne Krua (2006)
- Coletânea Virtual / CD-R Tributo ao Rock Brasília (2006)
- CD Tributo ao ARD (2006/ 2007)
- Coletânea CD-R Show Coletivo Underground (2007)
- Coletânea CD-R Who Cares? Zine Vol. 1 (2007)
- CD Tributo ao Besthoven (2008)
- DVD Darge (Japão) – Ódio Brazil Tour 2010 (2011)
- CD Tributo ao Discharge (2011) - EP 7′ split Defy (2011)
- Coletânea CD-R 1º Festival Mundano (2011)
- CD Tributo a Pastel de Miolos (2013)

Conheça a banda: